quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Domingo de folga – Churrasco e Parque

Confesso que como churrasqueiro, sou um ótimo fazedor de fogo...mesmo assim, não podia recusar tal solicitação diante de tanto carinho da parte de meu irmão e de sua esposa. E afinal, havia um grande prêmio em ir lá, o sobrinho Hector que eu não via a algumas semanas...ele com a pele tão suave, eu de barba feita, era a fome e a vontade de morder.
Pega o pequeno, larga o pequeno, pega um copo, larga o copo, corta a carne, tem espeto? coloca o sal, o carvão já pegou fogo? dá a farinha, conversas cruzadas...cruzes!!!! Já pensou que confusão? Beber o sal, pegar a carne no colo, jogar farinha no pequeno, espetar o carvão, conversar com o fogo...é demais pra minha cabeça.
Cada um cuida um pouco, do menino e do churrasco, assim íamos dividindo a culpa se algo não desse certo, menino mijado ou carne queimada...até que o churrasco ficou pronto.

Depois do almoço, lamentamos muito, mas fomos expulsos da cozinha, rumo à sala, onde recentemente ele havia instalado uma mesa de sinuca...se tem um jogo que gosto, é a sinuca...
Ali passamos um bom tempo, na volta da mesa que agora liquidava com todo espaço que minha cunhada tinha na sala. Esta mesa era uma relíquia que acompanhou meu pai por todo lugar que ele já havia passado, e foram vários. A mesa sobreviveu a mudanças, enchentes, reformas. Já foi suporte pra tudo que se possa imaginar, e agora, na casa do brother, era o primeiro móvel do pai que vinha, anunciando que logo mais, o pai também estaria por aqui.
Jogo ganho, louça lavada, um bate papo sobre a vida e a cunhada faz mais um convite:
- Poderíamos ir passear no parque da redenção em Porto Alegre...o que acham?
O papo estava animado, neste embalo, lotamos nosso carro, e lá fomos nós em direção ao parque Farroupilha. A tanto tempo morando na região e ainda não conhecia um dos parques mais famosos da capital.
Dei a direção do carro à cunhada, para que eu pudesse ir gravando o caminho, mas não foi desta vez. Ela mal ligou o carro e parecia que já conhecia a máquina. Foi uma velocidade! Eu tinha que lembrá-la que tinha bebê a bordo, e era o filho dela. Assim não dá para cuidar do caminho, só cuidava do carro a frente.
Dobra aqui, ali, em pouco tempo estávamos no Parque. Desce a turminha, deixa que o pequeno eu pego. Já na entrada passamos pela área de comércio. Plantas, artesanatos, penduricos que não acabam mais e espaço...muito espaço. Tempo bom, apesar do frio, reunia uma multidão. Mesmo assim caminhar pelo parque era tranqüilo, sem cogestionamento.
Punks, emos, negros, brancos, vermelhos, hippies, e nós. Quem souber onde a gente se encaixa...me avise, quero fazer parte de alguma tribo, dos normais?
Atrações humanas, entre performances de malabares e vestimentas tão exóticas, tudo isto é o que faz o parque ser o que é. Espetacular de ver, de ouvir, de sentir.
Lago a vista! Falou meu irmão querendo de imediato se atirar sobre um daqueles barcos movidos a pedal...a filha Carol também queria, então o jeito foi deixar as “crianças” irem.
E assim findava odia. De volta ao carro, peguei a direção por que estava cansado...de levar sustos....

...Assim fizemos os quase quarenta quilômetros de volta, lembrando o espetacular domingo de folga. 
Os pedreiros mereciam.